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Ponte Pênsil: DER admite erro de origem
Em reunião com vereadores da Baixada Santista, superintendente admitiu que prazo dado inicialmente não poderia ser cumprido; nova data é segunda quinzena de outubro
Na manhã desta sexta-feira (28), nove vereadores da Baixada Santista se reuniram com autoridades, na sede do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), na Capital, para cobrar o cumprimento do prazo para entrega da Ponte Pênsil, que já foi adiado por seis vezes. Durante o encontro, o superintendente do DER, Armando Costa Ferreira, admitiu um erro de origem no cronograma das obras.
Acompanhado do diretor da 5ª Divisão Regional, Orlando Arantes e o diretor de operações, Raphael do Amaral, o superintendente explicou que o prazo inicial (12 meses) foi um equívoco, baseando-se nas outras interdições da ponte, realizadas em 1990 e 2000. “Na ocasião, os prazos foram 22 e 18 meses, respectivamente. Se desde o início, o prazo fosse 24 meses, não haveria este mal-estar”, disse Armando Costa Ferreira.
Os responsáveis pelo DER também explicaram que outros problemas foram identificados durante a execução da obra e que, por isso, o prazo se estendeu. Também justificaram os atrasos pelo pioneirismo da obra, única no País, e a raridade da ponte, que completou 100 anos em 2014. O prazo final para a entrega da obra, segundo o DER, é a segunda quinzena de outubro. Segundo o superintendente não haverá mais adiamentos.
Vereadores pedem respeito pela Baixada Santista
O grupo de parlamentares composto por membros da União de Vereadores da Baixada Santista (UVEBS) fez fortes cobranças aos representantes do governo do Estado. Muitos falaram em descaso e falta de respeito com a Região.
O presidente da Câmara de Praia Grande, vereador Roberto Andrade e Silva, o Betinho (PMDB), engrossou o coro. “O Estado precisa ter consciência de que na nossa Região vivem pessoas, que trabalham e precisam de mobilidade. Nossa Região não é só praia. São mais de 1,6 milhões de habitantes. Além disso, esta é a 15ª Região Metropolitana mais importante do País”, disse.
Betinho ainda citou trabalhos de vereadores, enviados ao DER, que não obtiveram resposta. “Considero um descaso à Região e à atuação do parlamentar, que é o para-choques da sociedade e representa a população”, lembrou o vereador, que também fez críticas à omissão do Estado. “Praia Grande não pode mais ficar com o ônus dos engarrafamentos, que se agravaram ainda mais com fechamento da Ponte Pênsil. Afinal a Cidade está fazendo sua parte, haja vistas à Via Expressa, que foi construída com recursos municipais”, citou Betinho.
O presidente da UVEBS, vereador de Itanhaém, Rogélio Salceda (Pros), cobrou prazos de todas as intervenções do DER no Região e disse que vai acompanhar o cronograma de perto. “São obras em Cubatão e em São Vicente. Vamos acompanhar cada uma, fazendo vistorias periódicas para que sejam, de fato, entregues no prazo”.
Vice-presidente da UVEBS, o vereador de Santos, Douglas Gonçalves (DEM), também destacou a importância da Ponte Pênsil para mobilidade urbana na Região. “Muitas pessoas do Litoral Sul precisam se dirigir à Santos e ficam com a mobilidade cerceada. Hoje somos pressionados pela população, que clama por respostas do Executivo. Ficamos surpresos pela maneira como o Estado vê a nossa Região, com pequena atenção. Faremos outras reuniões como esta. Afinal temos que colaborar com nossos principais credores: a população”.
Ainda participaram do encontro três vereadores de São Vicente, entre eles, o presidente da Casa, Alfredo Moura (Pros) e os vereadores Alfredo Martins (PT) e Diogo Baptista (PTB); o presidente da Câmara de Mongaguá, Antonio Eduardo dos Santos, o Baianinho (PTB); o vereador de Guarujá, Antonio Fidalgo Salgado Neto, o Toninho Salgado (PDT); e a vereadora de Bertioga, Márcia Lia (PRB). Também marcou presença o diretor-executivo da UVEBS, Pedro Garofalo.



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