Político paulista quer redução do impacto de cinco mil demissões
Alex Ferreira
O deputado federal Beto Mansur (PRB-SP) defende a ideia que a Usiminas divida com Ipatinga os prejuízos com a desativação da produção de aço em Cubatão
Em sua página pessoal nas redes sociais, o deputado federal por São Paulo, Beto Mansur (PRB-SP) é o autor da proposta para que a Usiminas divida com Minas Gerais o peso das adequações para enfrentar a crise, que podem representar cinco mil demissões em Cubatão.
O deputado afirma que já conversou com o Ministério da Indústria e Comércio e vai levar o pleito aos governos estadual e federal.
O parlamentar lembra que o setor siderúrgico brasileiro, de fato, enfrenta dificuldade em decorrência da retração nas vendas de três setores que consomem 85% do aço produzido no Brasil, a construção civil, a indústria automobilística e a indústria eletroeletrônica.
Considerado um setor primário, a siderurgia demanda ações do governo federal, porque, de um total de 700 milhões de toneladas de aço produzidas anualmente, 400 milhões são produzidos com a China por estatais sem compromisso com a lucratividade.
“Elas importam o minério que sai da Vale e vendem o produto acabado, o que é ruim para a economia brasileira. No ano 2000 o Brasil importava da China em torno de 1,5% de todo o aço consumido, hoje importa mais de 50%. É preciso adotar medidas de proteção ao emprego, como já o fazem a Índia, a Inglaterra, Estados Unidos e todos os demais países que são mais desenvolvidos”, observa Beto Mansur.
O parlamentar afirma que não dá para uma empresa como a Usiminas, que tem sede em Cubatão e outra em Ipatinga, mandar cinco mil trabalhadores embora em São Paulo e não mandar nenhum em Minas Gerais. “Vamos dividir eventualmente esse prejuízo. Se tiver que fazer um novo arranjo, que se divida isso entre São Paulo e Minas. O governo estadual e o governo federal não podem ficar fora disso”, resumiu o deputado.
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