No dever da prestar a informação sempre correta, onde no dia anterior já era comentado que o presidente da Usiminas iria se encontrar com a prefeita conforme disse em nosso programa de rádio o chefe de gabinete durante a cobertura do protesto contra as demissões, fomos procurados pelo gentil assessor Leonardo Stefano da Usiminas. Ele lembrou que após checar a lista dos presentes, notou que um representante da Imprensa de Cubatão estaria presente e que já sabia da nossa atuação em blog e programa de rádio, para nossa surpresa. Disse que faria um pequeno boletim para o programa Jornal da Cidade pela Visão FM 92,5 com o sr. Rômel. Ele ficou surpreso. Com jeitinho, conseguimos a palavra do CEO da empresa. Logo após, sua assessoria informava que ele daria umapequena coletiva e que nós poderíamos questioná-lo sobre a situação de Cubatão, fato que foi feito (sonora será divulgada nesta sexta feira 13 durante o programa).
Síntese dos dados da palestra: O sr. Rômel, através de sua assessoria, colocou à disposição de todos os presentes, uma agenda com todos os dados da empresa. São números impressionantes. Há um déficit acima de R$ 2 bilhões, o que provoca uma reconfiguração industrial para suas unidades, principalmente para Cubatão. Para a direção da Apimec/SP, a Indústria caminha para os piores números da história. Enquanto não se vota nada de ajuste fiscal no Congresso Nacional ...a atividade econômica continua desmanchando, em especial a indústria.
Hoje a China é a maior produtora de aço no mundo com 50% do mercado mundial. A AMérica do Sul tem apenas 3% deste mercado. Na China, há uma capacidade ociosa de 250 milhões de toneladas. Foi lembrado por um diretor da empresa, que os chineses e suas provincias lutam para preservar seus empregos. No ultimo trimestre houve a perda de 600 mil tons. De 2003 a 2015, houve uma redução de 25$ no mercado de aço. "Este é 19º mês consecutivo que a Industria encolhe. O mercado interno está encolhendo muito". Segundo o CEO da Usiminas, as exportações que tinha preço do aço a $215, hoje chega a $125, ou seja, uma redução de $100. No mercado interno hoje chega a $48 por tonelada quando em 2014 o valor era de $135.
Rômel lembrou que em março e abril, as medidas já gerava mais aperto. "Paralisamos dois altos fornos. "O de Ipatinga e de Cubatão". Lembrou que não teria mais aço liquido em Cubatão. Disse que Ipatinga é mais tecnologicamente mais atualizada". Seu diretor comercial comentou que "não podemos ter pressão para se fechar negócios. Isso não pode existir". Já há acordos com industrias para o primeiro semestre de 2016. A preocupação é o encolhimento do mercado e no campo industrial, completou Rômel.
Outro fato comentado e questionado foi o da falta de projeto de internacionalização da empresa. A Usiminas está preparada apenas para o mercado interno, comentou um diretor.
INVESTIMENTOS- Os alertas foram dados, disse o presidente da Usiminas. "Todo mundo investiu por um Brasil grande. Quem não se lembra dp Pré-Sal, do investimento na industria automobilistica. Só que o mercado não veio. Então temos que fazer uma adequação de estruturas para nossa produção", completou.
Na visão da empresa, não haverá melhorais para 2016 no preço do aço. Se tiver só em 2017. Ao responder um questionamento de um representante da Associação dos Aposentados da Cosipa sobre a utilização do Porto, o presidente da empresa disse que o "porto é um artigo que tem que explorar em relação de caixa".
Sobre a reconfiguração industrial que será feita em Cubatão, Rômel comunicou que há um cenário de baixa demanda e baixa competividade e que exige ajustes estruturais de escala e produtividade. Há altos custos de energia, alta carga tributária, preços internacionais em queda além da queda do consumo interno do aço plano de 18%. Questionado pelo colunista das demissões, foi claro: havera demissões de 4 mil trabalhadores da empresa a partir de Janeiro 2016. Sobre os empréstimos conseguidos junto ao BNDES, foi rápido: "è um banco de fomento e a Usiminas investiu em Cubatão". Logo após a palestra vinha a informação que ele havia sido convocado a depor junto a CEI na Câmara Federal. Em nota a Usiminas informa que:
“A Usiminas informa que está à disposição da Comissão para as informações que se fizerem necessárias. A empresa possui financiamentos de investimentos com o BNDES para projetos em suas usinas e cumpre em dia com suas obrigações contratuais, inclusive, em relação à correta destinação dos recursos”.
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