SINDICALISTAS PROMETEM PARAR A BAIXADA SANTISTA NO PRÓXIMO DIA 11.- REUNIÃO FINAL PARA ACERTO DA MOBILIZAÇÃO ACONTECE NESTA SEXTA FEIRA, 6, AS 16 HORAS NO BLOCO CULTURAL. IDÉIA DO SECRETÁRIO JOSÉ CARLOS RIBEIRO.
Os sindicatos da Baixada Santista marcaram uma mobilização conjunta para o próximo dia 11 em protesto à suspensão da produção de aço na Usiminas, em Cubatão, o que deve resultar na demissão de 4 mil trabalhadores.
Em reunião na sede do Sindicato da Construção Civil, na tarde desta terça-feira (3), as centrais sindicais decidiram reagir à decisão da empresa, mas os detalhes das manifestações ainda não foram definidos. O encontrou contou com a presença do ex-ministro do Trabalho Antonio Rogério Magri.
Além do desemprego imediato, autoridades e sindicatos temem que a economia de cadeia seja afetada. Os problemas irão da geração menor de tributos a rescisões de contratos com prestadores de serviços (desde empreiteiras a empresas de transporte e fornecedoras de alimentos).
Pela manhã, os prefeitos das nove cidades da região, deputados e membros do Governo do Estado assinaram uma moção pública que pede que a Usiminas reverta, no prazo de 120 dias, a determinação de interromper a produção de aço na unidade.
A prefeita de Cubatão, Márcia Rosa, chegou a alertar que a Cidade poderá "fechar" caso a decisão da Usiminas seja mantida, mas disse acreditar que é possível reverter a situação. "A desativação representa o fechamento de uma cidade inteira, com impactos para toda a região (da Baixada Santista). As ações visam evitar demissões e o comprometimento de políticas públicas".
Na quinta-feira (5), Márcia Rosa deverá se reunir com o o presidente da Usiminas, Rômel Erwin de Souza, na quinta-feira (5). A ideia é ouvir as necessidades do setor para traçar uma estratégia que evite o encerramento das atividades na unidade cubatense.
Posicionamento
Em nota, a Usiminas disse entender "a movimentação dos setores organizados da sociedade e do meio político e tem consciência do reflexo desta medida para a região. Porém, nas atuais circunstâncias econômicas do País, esta é uma decisão inevitável até mesmo para a própria sobrevivência da empresa, como responsável por outros milhares de empregos".
A empresa salientou que "a sociedade tem sido alertada sobre a crescente falta de competitividade da indústria brasileira, com alta tributação, gargalos logísticos, alto custo de energia, intensa volatilidade cambial, falta de investimentos em infraestrutura que dinamizem a demanda aço e falta de isonomia competitiva contra o avanço do aço importado em nosso mercado".
De acordo com a Usiminas, a crise econômica no setor de aço fez com que o consumo nos nove primeiros meses deste ano fosse 14% menor do que a do mesmo período de 2014, que, por sua vez, já havia sido 5,5% menor do que em 2013.
A Usiminas afirmou ter feito medidas de adequação ao longo do ano para minimizar os impactos na crise, mas, diante da queda na demanda por aço e da falta de perspectivas econômicas positivas no médio prazo, decidiu fazer um ajuste mais contundente em sua capacidade produtiva.
fonte:AT
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