quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

COM ATRASO, MOVIMENTO FÓRUM CRESCE BAIXADA quer ajuda para interromper demissões na Usiminas.

Fórum Cresce Baixada quer ajuda para interromper demissões na Usiminas

Prefeita Marcia Rosa participou de reunião do encontro de hoje e destacou os impactos dos desligamentos na Região

Após o alerta dado hoje (21) pela prefeita Marcia Rosa, de que até 40 mil trabalhadores da Região podem ficar sem seus postos de trabalho caso seja mantida a decisão da Usiminas de interromper a produção de aço na Cidade, o Fórum Cresce Baixada deliberou que solicitará uma reunião de emergência com o governador Geraldo Alckmin. O objetivo será o de discutir uma estratégia conjunta para interromper as demissões na siderúrgica.
Para isso, o Fórum (entidade que reúne sindicatos em defesa dos empregos e do desenvolvimento da Baixada) conta com a intermediação dos dois deputados estaduais da região – Caio França (PSB) e Paulo Corrêa Júnior (PEN) – para viabilizar o encontro com o governador. A decisão de acionar o Palácio dos Bandeirantes foi tomada hoje, em uma reunião do Fórum no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Santos (Sintracomos).
Integrantes do Cresce Baixada lembraram uma situação semelhante ocorrida no Rio de Janeiro, onde se previam demissões no setor industrial, mas a intervenção do Governo Estadual interrompeu os desligamentos dos trabalhadores das empresas.
Em sua participação no Fórum Cresce Baixada, ao abordar o impacto da decisão da Usiminas nas cidades da região, a prefeita citou que até empresas de transporte de trabalhadores e que fornecem alimentação para os funcionários da siderúrgica devem ser afetadas. São 12 mil empregos diretos e indiretos ameaçados, em um primeiro momento.
A prefeita fez um paralelo com uma situação semelhante à atual: em 2009, a Prefeitura de Cubatão foi avisada de que cerca de 400 trabalhadores seriam demitidos na Usiminas por conta de alteração na alíquota do aço. Ela foi a Brasília reivindicar a alteração dessa taxação e o resultado acabou sendo positivo, não havendo necessidade de desligamentos na empresa.
Marcia Rosa também destacou a necessidade de o Fórum Cresce Baixada solicitar que o Ministério Público Federal apure as informações passadas pelos próprios representantes da Usiminas, em depoimento na CPI do BNDES da Câmara Federal, de que a empresa contraiu um empréstimo de R$ 3,4 milhões com objetivo de modernizar as suas unidades e fomentar o desenvolvimento econômico nas cidades onde produz aço, sendo assim, se comprometendo em manter e ampliar a oferta de emprego nessas regiões. “Esse é um dinheiro do trabalhador, e não foi usado para modernização da empresa em Cubatão”.
Marcia Rosa também questiona a legitimidade da utilização do empréstimo para obras no porto da Usiminas em Cubatão e pede que esta questão seja investigada. “Precisamos esclarecer muitas questões que continuam obscuras por parte da empresa”.
 fonte: PMC - 




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