sábado, 23 de janeiro de 2016

USIMINAS DEVE UMA RESPOSTA À POPULAÇÃO DA REGIÃO.. NÃO ACEITAR UM SUBSIDIO PARA MANTER OS EMPREGOS? O QUE ESTARIA PASSANDO POR TRÁS DAS CORTINAS POLITICAS....

USIMINAS DEVE UMA RESPOSTA À POPULAÇÃO DA REGIÃO.. NÃO ACEITAR UM SUBSIDIO PARA MANTER OS EMPREGOS? O QUE ESTARIA PASSANDO POR TRÁS DAS CORTINAS POLITICAS....
Usiminas recusou plano de proteção ao emprego, diz membro do Governo
Programa prevê subsídio de até 15% do salário do funcionário em troca de não haver demissões
- Atualizado em 23/01/2016 - 13:46
Usiminas recusou proposta, segundo Governo
O Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) ofereceu à Usiminas a possibilidade de adesão ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), mas a siderúrgica se recusou. Criado em meados do ano passado, prevê subsídios do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) de até 15% do salário do funcionário. Em troca, a empresa se compromete a manter os empregos.
Segundo o superintendente regional do Trabalho e Emprego no Estado, Luiz Claudio Marcolino, o Governo Federal teria condições de subsidiar todos os funcionários do quadro, que antes das demissões chegavam a 4.200 profissionais. A empresa deve demitir 1.800.
O teto para o custeio chega a R$ 800,00 por funcionário, e a empresa pode reduzir a jornada de trabalho. Procurado pela Reportagem, o Sindicato dos Metalúrgicos informou que a Usiminas nem sequer consultou a categoria sobre o assunto.
“Foram diversas tentativas de diálogo do Governo Federal para tentar preservar o emprego. A gente percebe que há uma resistência para qualquer tipo de diálogo, mas o Ministério do Trabalho continua na tentativa”, explica Marcolino. Ele assumiu o cargo em 23 de dezembro. Santos foi a primeira delegacia regional a receber sua visita.
Direitos
Enquanto tenta reverter o cenário, o Ministério do Trabalho conversa com instituições para garantir a atenção aos direitos dos desempregados da Usiminas. Marcolino disse que o MTPS acompanhará, com a Caixa Econômica Federal, o processo de liberação do Fundo de Garantia (FGTS), para que ocorra no prazo de dez dias.
Outra preocupação está na infraestrutura de pessoal para atender ao procedimento de seguro-desemprego. O superintendente do MTPS assegurou que a Delegacia Regional do Trabalho tem condições de dar esse suporte, mas está preocupado com o atendimento no Poupatempo e, por isso, procurará o Governo do Estado.
“O recurso do Seguro-Desemprego é do Governo Federal e está garantido”, explica. As homologações são promovidas nos sindicatos profissionais. O dos Metalúrgicos informou ontem à Reportagem que, até ontem, não havia sido procurado pela Usiminas para agendar o procedimento.
Garantidos
A Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado disse que não pode atender todos os demitidos da Usiminas em um único dia nos PATs e Poupatempos, mas garantiu que nenhum trabalhador ficará descoberto quanto ao seguro.
Os desligados da Usiminas podem dar entrada no benefício, no período de 7 a 120 dias após sua demissão.
Usiminas
A Usiminas informou ter paralisado um de seus dois altos-fornos e, posteriormente, o laminador de chapas grossas para se adequar à realidade do mercado, cujo consumo de aço despencou 24% nos últimos dois anos no Brasil.
Como os desligamentos foram decorrentes de um ajuste da capacidade produtiva da usina, não há condições de as demais áreas absorverem toda a mão de obra. Após estudos, a empresa conseguiu direcionar 300 empregados para outras atividades. Também ofereceu aos empregados desligados benefícios superiores aos exigidos por lei.

FONTE; AT 

Um comentário:

  1. Caro Raposa, a explicação é simples e já foi dada à exaustão. O que a Usiminas está fazendo não é uma simples redução de pessoal. O que ela está fazendo é desativar todas as coquerias, sinterizações, altos-fornos e aciaria porque simplesmente não há demanda. O mercado de aço no Brasil caiu 24% nos dois últimos anos e exportar não vale a pena deviso aos preços baixíssimos e ao domínio da China, que produz mais da metade do aço mundial. então é impossível manter empregos, mesmo artificialmente, com subsidio do Governo, simplesmente porque não haverá demanda de trabalho, simplesmente não haverá equipamentos para serem operados. A pessoa baterá o ponto e trabalhará em que? Li que a empresa ainda conseguiu direcionar 300 que seriam demitidos para as laminações que permanecerão operantes. Mas é impossível o restante da empresa absorver toda a mão-de-obra. UM DETALHE MUITO IMPORTANTE: NO ANO PASSADO ANTES DA ECLOSÃO DE TODA ESSA CRISE E ANTES DO MERCADO CAIR AINDA MAIS, A USIMINAS PROPÔS UM PLANO DE REDUCAO DE JORNADA, MAS O SINDICATO FOI TOTALMENTE INTRANSIGENTE E NÃO LEVOU A PROPOSTA PARA A OS TRABALHADORES OPINAREM. UM ABSURDO. No mais, acho que a situação só vai melhorar se concentrarmos os nossos esforços de mobilização nas causas do problema, e não somente nas consequências. A crise econômica está aí, as previsões negativas, o desemprego recorde em todo o Brasil. Se o País não cresce, a demanda por aço não cresce. O setor automotivo, que consome muito aço, está com os pátios cheios. Petrobrás parada. Eletrodomésticos caiu, devido à redução do poder de consumo. Enfim...creio que temos que reinvindicar condições melhores para o crescimento econômico da economia, recuperando o ânimo dos empresarios investirem em infraestrutura e bens de consumo para, assim, consumirem mais aço. Só assim, a Usiminas vai poder voltar a operar e a gerar empregos novamente. Vamos torcer...

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