quinta-feira, 3 de março de 2016

URGENTE: GREVISTAS SÃO DEMITIDOS PELA EMPREITEIRA DA PETROBRAS.

URGENTE: GREVISTAS SÃO DEMITIDOS PELA EMPREITEIRA DA PETROBRAS.
Foram demitidos, nesta quinta-feira (3), os 220 operários da empreiteira MCE Engenharia que estavam em greve, há 17 dias, na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC Petrobras). Às 17 horas, eles participaram de assembleia, no Sindicato dos Trabalhadores
na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos), para
acertar detalhes das homologações.
O presidente, Macaé Marcos Braz de Oliveira, colocou a estrutura jurídica
e funcional do sindicato para adiantar o processo de homologações, com
liberação do fundo de garantia (fgts) e do seguro desemprego.
“Com isso, os companheiros terão um oxigênio para saldar as contas mais
imediatas, comprar os produtos de primeira necessidade e correr atrás de
novos empregos”, diz o sindicalista.
Macaé critica a direção da refinaria e a Petrobras por não assumirem as
dívidas da empreiteira com os operários: “A empresa contratante tem que
assumir a responsabilidade dos passivos trabalhistas”.
MPT
Às 14 horas, o sindicalista e sua assessoria jurídica participaram de
audiência com o Ministério Público do Trabalho (MPT), em Santos, onde a
terceirizada e a RPBC não mandaram representantes.
“Isso é uma vergonha para uma estatal do porte da Petrobras”, lamenta o
presidente do Sintracomos. Segundo ele, a empreiteira “rompeu o contrato e deixou os empregados na rua da amargura”.
Diante das ausências, a procuradoria do MPT marcou nova mesa-redonda para terça-feira (8) às 14 horas. Macaé diz que “é preciso acabar com essa
enrolação”.
MTE
Na manhã de quarta-feira, Macaé participou de mediação coletiva, na gerência do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em São Paulo, também com ausência da MCE e da Petrobras.
A reunião foi requerida pelo sindicato e o superintendente do MTE, Luiz
Cláudio Marcolino, convocou três estatais federais, uma estatal paulista e
12 empreiteiras. O presidente do Sintracomos diz que requereu a audiência porque problemas como o da MCE na RPBC acontecem com as terceirizadas em outras empresas estatais.
Mandaram representantes a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Caixa Econômica Federal (CEF) e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).
Sete terceirizadas se ausentaram e cinco compareceram. Os maiores problemas, além dos passivos, são falta de engenheiro responsável, descumprimento das normas de segurança e da legislação trabalhista.
O superintendente propôs que as contratantes informem sobre os repasses para as contratadas e como se preparam para garantir o pagamento dos
trabalhadores terceirizados. Solicitou,AINDA, que as estatais apresentem levantamentos das empreiteiras que deram problemas nos últimos meses e marcará nova reunião dentro de 30 dias.
fonte: sindicato

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