Vereador e secretário de São Vicente são presos em operação da Polícia Civil
Ao todo, Operação Martim Afonso cumpre 33 mandados de busca e apreensão na cidade
07/03/2016 - 09:50 - Atualizado em 07/03/2016 - 14:21
| Documentos e computadores da Prefeitura de São Vicente foram apreendidos nesta manhã |
O vereador Eronaldo José de Oliveira (Solidariedade), o Ferrugem, 1º secretário da Câmara de São Vicente, e o secretário municipal de Assuntos Jurídicos da Prefeitura, Sinval Braz de Moraes, foram presos nesta segunda-feira (7), durante operação especial realizada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Batizada de Martim Afonso, a operação cumpre 33 mandados desde o início da manhã. Em torno de 20 são de ordens de prisão. O alvo é o setor de transportes e as buscas ocorrem nove cidades do Estado, cinco na Baixada Santista.
| Policiais ficaram quase duas horas no Paço |
Trata-se de uma operação da Polícia Civil que é acompanhada pelo Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Foi confirmada a prisão do vereador e do secretário nesta manhã. Os demais mandados de prisão são cumpridos, alguns deles na Cooperlotação de São Vicente. O número total de detidos ainda não foi divulgado. Até o momento, 8 armas foram apreendidas.
Os policiais e a equipe do MP chegaram ao Paço Municipal por volta das 8 horas e impediram a entrada dos funcionários, que aguardaram uma hora e meia para iniciar o expediente desta manhã. Eles realizaram buscas em diversos setores, inclusive no Gabinete do Prefeito. Documentos e computadores foram apreendidos e às 9h45 os agentes deixaram o local em direção ao Palácio da Polícia de Santos, no Centro da Cidade.
As buscas se repetiram na Câmara de Vereadores, que também foi aberta nas primeiras horas para receber os policiais. "Soubemos apenas que eles estiveram no gabinete do vereador Ferrugem. Ficaram lá por pelo menos 40 minutos, levaram alguns materiais e depois foram embora. Ainda não conseguimos verificar o que ocorreu de fato mas vamos acompanhar", contou o presidente da Câmara, Alfredo Moura (Pros).
A casa do prefeito Luis Claudio Bili também foi alvo da operação realizada nesta manhã. Ele não se pronunciou sobre a prisão do secretário, mas se colocou à disposição da polícia para, caso necessário, quebrar o sigilo fiscal, telefônico e bancário. O chefe do Executivo, por meio de nota, também disse desconhecer detalhes da investigação por ela estar "em segredo de Justiça".
| Policiais cumprem mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira em São Vicente |
Preso pela segunda vez
Esta não é a primeira vez que o vereador Ferrugem é preso. Em 2013, ele foi detido pela Polícia Federal, que o acusava de participação em um esquema que envolvia auxílios-doença e aposentadoria por invalidez. O parlamentar seria um dos responsáveis por onerar os cofres do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em pelo menos R$ 3,5 milhões. A fraude foi apontada na época como a maior já cometida contra a Previdência Social.
As investigações duraram um ano, apesar de a Polícia e o Ministério Público terem verificado sinais de que o esquema ocorria desde 2002. Na Baixada Santista, o esquema ocorria no Sindicato dos Rodoviários, no qual o vereador também era um dos diretores. Na região, os benefícios eram destinados a colabores de uma empresa de transporte coletivo. Ele foi solto e reassumiu o posto na Câmara, afirmando que não era culpado, tampouco criminoso.
Esta não é a primeira vez que o vereador Ferrugem é preso. Em 2013, ele foi detido pela Polícia Federal, que o acusava de participação em um esquema que envolvia auxílios-doença e aposentadoria por invalidez. O parlamentar seria um dos responsáveis por onerar os cofres do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em pelo menos R$ 3,5 milhões. A fraude foi apontada na época como a maior já cometida contra a Previdência Social.
As investigações duraram um ano, apesar de a Polícia e o Ministério Público terem verificado sinais de que o esquema ocorria desde 2002. Na Baixada Santista, o esquema ocorria no Sindicato dos Rodoviários, no qual o vereador também era um dos diretores. Na região, os benefícios eram destinados a colabores de uma empresa de transporte coletivo. Ele foi solto e reassumiu o posto na Câmara, afirmando que não era culpado, tampouco criminoso.
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