segunda-feira, 18 de abril de 2016

SINTRACOMOS FAZ ASSEMBLÉIAS EM DUAS GREVES: CURSAN E TOMÉ.

Benefícios atrasados. Grevista da Cursan fará assembleia, nesta terça-feira, no paço de Cubatão


Problemas com vale-refeição, vale-transporte, adicionais de trabalhadores em
férias, cesta básica, cartão cidadão e plano de saúde motivam a continuidade
da greve dos 570 empregados da Companhia Cubatense de Urbanização e
Saneamento (Cursan), empresa de economia mista controlada pela prefeitura de
Cubatão.
Em assembleia na manhã desta segunda-feira (18), diante do paço municipal,
os trabalhadores mantiveram a paralisação, iniciada na quarta-feira (13),
por causa de salários e benefícios atrasados. Os salários foram pagos na
quinta-feira (14), mas os benefícios continuam atrasados e o plano de saúde,
em risco de corte.
Nesta terça-feira (19), o pessoal participará de nova assembleia conjunta
dos sindicatos dos trabalhadores na construção civil, montagem e manutenção
industrial (Sintracomos) e dos trabalhadores nas empresas de asseio e
conservação (Sindilimpeza). Será às 9 horas, também diante da prefeitura.
Segundo o presidente do Sintracomos, Macaé Marcos Braz de Oliveira, as
mensalidades da empresa com o plano de saúde da Santa Casa estão atrasadas e os trabalhadores temem ficar sem atendimento médico, ambulatorial e
hospitalar. Na manhã desta segunda-feira, a Cursan não deu nenhuma resposta
aos sindicatos.


RPBC - Na refinaria, 240 da Tomé pararam nesta segunda-feira



Os 240 empregados ativos da Tomé Engenharia, subempreiteira da Tecnip em
operação na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC Petrobras),
entraram em greve a partir de hoje (2ª-feira 18).
A paralisação havia sido aprovada na quarta-feira (13), em assembleia do
Sintracomos, por sérios problemas no plano de saúde Mapfre, que substituiu a
Unimed.
O presidente do sindicato, Macaé Marcos Braz, lembra que, quando a Tomé
tinha de 4 a 5 mil trabalhadores na refinaria, a Unimed “gostava da
carteira. Quando foi caindo o número de empregados, ela não quis mais”.
Segundo o sindicalista, a subempreiteira tem hoje apenas 350 empregados,
sendo 110 afastados por questões de saúde. “E aí reside o problema”, diz
Macaé.
Ele explica que o plano Mapfre “não atende direito na baixada santista e que
o departamento de recursos humanos da Tomé acaba sendo o responsável pelo
cadastramento de médicos”.
“Isso jamais poderia dar certo”, reclama o presidente do Sintracomos, “até
porque a maioria dos profissionais de saúde não quer prestar serviços a esse
plano, argumentando que ele paga mal”.
“A situação é tão grave”, segundo Macaé, “que, dia desses, um operário
apareceu na subsede do sindicato, em Cubatão, saído há poucos dias de uma
cirurgia, com pontos e sangramento na barriga”.
Ele revela que muitos trabalhadores e familiares dependentes, alguns com
doenças graves, esperam o início de tratamentos e cirurgias que o plano não
oferece.
A greve é também contra condições de trabalho ruins, falta de equipamentos
de segurança e acúmulos de funções que obrigam o pessoal a trabalhar além de
suas possibilidades.

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