Terceirizados da Usiminas em
greve a partir desta quarta-feira
Às 7 horas, diante da portaria da siderúrgica, haverá assembleia do Sintracomos para avaliar possível nova proposta ou iniciar a greve
Na foto, de Vespasiano Rocha, o presidente do sindicato, Macaé Marcos Braz, na assembleia da semana passada
Os 3 mil operários das 18 empreiteiras que prestam serviços à Usiminas Cubatão entrarão greve, por tempo indeterminado, a partir das 7 horas desta quarta-feira (19).
Com data-base em 1º de agosto, eles participarão de assembleia do sindicato dos trabalhadores na construção civil, montagem e manutenção industrial (Sintracomos), nesse horário.
A assembleia será na portaria da siderúrgica, onde os terceirizados analisarão possível contraproposta das empreiteiras para renovação do acordo coletivo de trabalho ou iniciarão a greve.
O presidente do sindicato, Macaé Marcos Braz de Oliveira, diz que continua à disposição dos negociadores das empreiteiras: “Se apresentarem nova proposta, ela será avaliada na assembleia”.
Em assembleia na sexta-feira (14), os trabalhadores rejeitaram reajuste de 7,04% até R$ 3 mil. Eles querem correção baseada na inflação de 12 meses, de 9,56%, aumento real de 15% e estabilidade no emprego.
Macaé se propõe a reconsiderar um índice menor de aumento real e a repensar o valor do tíquete alimentação reivindicado de R$ 450, mas insiste na participação nos lucros ou resultados (plr) de 1,3 salário nominal.
O sindicalista diz “abominar” a proposta das empresas para o tíquete alimentação, de R$ 180, desde que empregado não tenha nenhuma falta: “Quer dizer que nem ficar doente o trabalhador pode?”.
Para os empregados que recebem acima de R$ 3 mil, os patrões ofereceram incorporação de uma parcela fixa de R$ 211. As empresas não aceitam a estabilidade no emprego nem oferecem ‘plr’.
Macaé diz que os R$ 211 e o vale alimentação de R$ 180, condicionado à ausência de faltas, “não correspondem nem a uma asinha de frango. Nem um tíquete coxinha é”.
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