
Cerca de 100 empregados da empreiteira MCE, que presta serviços à Refinaria
Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC Petrobrás), em greve desde
segunda-feira (15), participaram de passeata, na manhã desta sexta-feira
(19), no Centro de Santos.
Eles saíram de mesa-redonda na gerência local do Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE), participaram de assembleia na Praça José Bonifácio, seguiram
pela Avenida Senador Feijó, entraram na Rua Sete de Setembro e viraram na
Rua Brás Cubas.
O destino da caminhada foi a sede da Promotoria do Ministério Público do
Trabalho (MPT), onde protocolaram pedido de audiência. Isso porque a
empreiteira não mandou representante à mesa-redonda no MTE, que contou com a
participação de assessoria da RPBC.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e
Manutenção Industrial (Sintracomos), Macaé Marcos Braz de Oliveira, que
requereu a convocação da mesa-redonda, lidera o movimento e organizou a
passeata declarou-se “indignado” com a situação.
“Que país é este, em que uma empreiteira presta serviços à maior estatal
brasileira, não paga os direitos dos trabalhadores e tudo fica como se nada
estivesse acontecendo?”, perguntou o sindicalista, antes da assembleia em
praça pública.
A greve envolve 200 trabalhadores e a próxima assembleia está marcada para
as 7 horas de segunda-feira (22), diante do portão 1 da refinaria, no local
conhecido por ‘cruzeiro’, como vem acontecendo diariamente, desde o início
da semana.Os trabalhadores reclamam de problemas no tíquete alimentação, atrasado
desde quarta-feira da semana passada (10), participação nos lucros ou
resultados (plr), 13º salário, adicional de férias e verbas rescisórias após
cumprimento de aviso-prévio.
Segundo o sindicalista, a empreiteira vem atrasando constantemente os
pagamentos, desde o ano passado. A categoria decidiu retornar ao trabalho
apenas com o pagamento integral dos benefícios.
Além de requerer a mesa-redonda ao MTE, Macaé também oficiou à direção da
RPBC, perguntando se a empreiteira tem verbas a receber que possam garantir
o pagamento dos benefícios. Mas não obteve resposta.
O sindicalista espera que a Petrobras assuma os pagamentos, “evitando que os
trabalhadores tenham de esperar anos a fio, na Justiça do Trabalho, por
valo
res que poderiam receber agora”.
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